“Toda verdade é verdade de Deus”
As psicologias seculares parecem particularmente atraentes à Igreja para um possível enriquecimento dos ministérios de aconselhamento, discipulado e ensino. Alguns de seus elementos em certo sentido relembram ou ilustram princípios bíblicos e nem tudo parece entrar em conflito aberto com a fé cristã. Sendo assim, na tentativa de ministrar de forma mais efetiva, a Igreja tem procurado unir à Bíblia o melhor das metodologias seculares, tomando por base o slogan “toda verdade é verdade de Deus”. O argumento mais usado é que Deus se fez conhecido por dois veículos: a revelação especial—a verdade registrada nas Escrituras—e a revelação geral, ou seja, a verdade depositada por Deus na ordem do mundo criado, que está disponível a todas as pessoas em todos os tempos pela graça comum e deve ser investigada e descoberta pelo homem.
Ficam aqui algumas perguntas:
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Selecionamos quatro artigos das Coletâneas de Aconselhamento Bíblico que podem ajudar em busca de uma resposta.
Conversa entre Vizinhos Edward Welch (v. 3, p. 48-64)
Mantenha a Verdade Viva John Bettler (v. 2, p. 5-9)
Crítica aos Integracionistas Atuais David A. Powlison (v. 1, p. 82-98)
Afirmações e Negações David A. Powlison (v. 4, p. 5-16)
Os artigos acima nos mostram que devemos estar interessados o suficiente para conhecer e examinar os conceitos e os métodos seculares, e devemos ser corajosos o suficiente para defender a pureza da verdade bíblica. Uma recomendação sábia é não investigarmos a fundo estes modelos antes de conhecermos a fundo a verdade bíblica. Embora não concordem em dar às psicologias um “papel prescritivo” para o ministério cristão, autores comprometidos com a Palavra de Deus têm atribuído às psicologias aquilo que chamam de um “papel provocativo” para o cristão: elas devem nos estimular a estudarmos a Bíblia com maior dedicação para sistematizarmos uma metodologia ministerial bíblica e ganharmos uma maior habilidade no uso das Escrituras de modo apologético. As psicologias seculares, muitas vezes brilhante e sistematicamente elaboradas, nos reprovam por não sermos estudantes dedicados da Palavra de Deus, voltados primeiramente ao trabalho teológico consistente para nele fundamentar nossas práticas ministeriais.
Boa leitura!





